As exportações de vinho português ultrapassam as importações, levando a um saldo positivo da balança comercial de 439 milhões de euros, em média anual entre 2000 e 2008, segundo um estudo ontem divulgado.
O Observatório dos Mercados Agrícolas e Importações Agro-Alimentares refere que as vendas de vinho português a outros países atingiram 547,8 milhões de euros de Janeiro a Setembro de 2008, enquanto as importações ficaram nos 88,6 milhões de euros, segundo os últimos dados disponíveis.
Em 2007, as exportações de vinho tinham atingido 688,4 milhões de euros (correspondente a 3,5 milhões de hectolitros), um valor que tem vindo a crescer desde 2002, com uma excepção em 2005.
Igualmente em 2007, as importações no sector de vinhos ficaram nos 74,2 milhões de euros.
Portugal exporta principalmente Vinho do Porto, da Madeira, Rosé e Verde, mas o Observatório aponta "a fraca evolução ou estagnação do valor gerado pela exportação de vinho português".
O maior valor gerado concentra-se no Vinho do Porto, "com valores sempre acima de 330 milhões por ano de euros desde 2000 e que em 2007 representou 55 por cento" do total da exportação de vinhos.
A União Europeia absorve 70 por cento das exportações em valor e 63 por cento em volume, com França e Reino Unido a receberem mais de um terço do total, segundo o estudo.
O vinho português também é consumido em países como EUA, Japão ou Canadá.
O Observatório salienta que, no quadro do valor da produção do ramo agrícola nacional, este sector representa 14 por cento do total.
"Em termos absolutos, considerando os valores gerados no triénio 2004-2006, o sector vitivinícola contribuiu em média com mil milhões de euros/ano, a preços base, para o valor total da produção do ramo agrícola", refere o estudo.
A produção de vinho diminuiu nas últimas décadas e passou de produções médias anuais de nove a 10 milhões de hectolitros, com o consumo per capita à volta dos 100 litros por ano, para valores médios actuais de cerca de sete milhões e uma capitação inferior a 50 litros.
O estudo salienta que "a produção de vinho com qualidade reconhecida, consequentemente apto à certificação, tem vindo a ganhar terreno ao longo dos anos". |
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