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| Importância da qualificação realçada no Congresso Nacional da APAVT |
Média da hotelaria subiu para 3,8 estrelas
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AO segundo dia do XXXV Congresso Nacional da Associação Portuguesa de Agências de Viagens, que decorre em Vilamoura, no Algarve, teve início sem a presença prevista do ministro da Economia no painel “Qualificar para Vencer”. Viera da Silva acabou por confirmar que estará presente hoje na sessão de encerramento.
Quanto ao painel “Qualificar para Vencer”, esta sessão de trabalho focou a discussão no tema da qualificação da oferta, sobretudo, mas não exclusivamente, no domínio dos Recursos Humanos.
O painel foi aberto pelo key-note speaker, Jean Claude Baumgarten (CEO da WTTC), que começou por referir que a actividade turística está estagnada, mas que as perspectivas «são de que em 2010 as coisas serão mais positivas».
Sublinhou que Portugal «tem um bom produto», salientando a importância de desenvolver as vertentes da saúde, ecologia e valorizar as tradições, isto além de salientar que o país tem de se «adaptar à nova realidade» do sector e aproveitar «o período de transição» antes do crescimento previsto.
Baumgarten destacou que a oferta turística «não precisa de ser mais barata, mas sim mais abordável», salientando que os produtos de grande consumo «têm os dias contados». Assim, acentuou a necessidade de levar o cliente a se sentir «bem recebido», o que, obviamente, passa pela qualificação das pessoas. Disse ainda que as «redes sociais vão assumir um papel cada vez mais importante na divulgação dos destinos turísticos».
Por sua vez, João Guerreiro, da Universidade do Algarve, destacou que «a perspectiva de qualificar as pessoas é um elemento fundamental na evolução da sociedades».
Neste aspecto considerou que Portugal tem evoluido positivamente, destacando que existem 300 mil alunos presentemente no ensino superior. Realçou que o objectivo «é formar pessoas preparadas para a realidade e com perspectivas de encarar o futuro».
João Guerreiro chamou a atenção para três factores: universidades, internacionalização e parcerias. Assim referiu que «para o turismo é fundamental a internacionalização», assim como a ligação entre empresas e universidades.
Destacou ainda a importância dos estudantes universitários ao longo da sua vida activa actualizarem os seus conhecimentos.
Já José Carlos Pinto Coelho (da CTP), afirmou ser necessário reduzir em 30% os custos da actividade turística em Portugal para fazer face à concorrência de outros destinos.
Referiu ser preciso «qualificar para vencer», considerando que a «nova geração está melhor preparada, tem mais futuro e é mais barata» e que «com esta pessoas as empresas podem ser mais competitivas».
Luís Patrão, presidente do Turismo de Portugal, destacou que a primeira área a qualificar na actividade turística «é no receptivo e na qualidade da nossa hotelaria».
Neste âmbito acentuou que há quatro anos a média da hotelaria nacional era de 3,3 estrelas e actualmente é de 3,8 estrelas, salientando assim o investimento em unidades hoteleiras de 4 e 5 estrelas. «Das 115 novas unidades hoteleiras contruídas entre 2007 e 2009, 60% eram de 4 e 5 estrelas», realçou.
O presidente do TP sublinhou que terá de haver «uma maior rentabilização das unidades hoteleiras, combatendo a sazonalidade», acrescentando que «temos de investir nos recursos humanos e na qualificação das pessoas», uma vez que, disse, «nesta indústria a qualidade humano é fundamental».
Luís Patrão referiu que «a massificação não é a forma de resolver as dificuldades do turismo nacional», salientando que Portugal «tem de manter a sua atractividade».
Neste âmbito lançou um desafio aos agentes económicos do turismo nacional, nomeadamente às agências de viagens, para «conjugarem esforços no sentido de trazerem benefícios para si próprios». Assim, sugeriu que as agências de viagens e turismo devem não apenas vender as ofertas turísticas mas também procurar captar mais turistas no exterior. «É preciso criar uma operação mais cooperativa, dotada de propostas comerciais. É preciso aproveitar a oportunidade das low-cost», disse. Defendeu também uma maior utilização dos instrumentos digitais para a divulgação do destino.
Mais atenção ao consumidor
A parte da tarde de ontem do XXXV Congresso Nacional da APAVT foi preenchida com uma sessão de trabalhos dedicada ao tema “Repensar a Distribuição”, onde foram debatidos os modelos de distribuição mais eficazes para as empresas, sejam agências de viagens ou fornecedores.
Durante o debate, ficou patente que as empresas vão ter de enfrentar novos desafios na área da distribuição, com Pedro Ferreira, do Mundo Vip, a sublinhar que todas as empresas «vão ter de ir buscar um pouco mais de valor», realçando que os operadores turísticos têm de se voltar «para o consumidor».
Salientou ainda que as agências de viagens «têm de fazer um forte investimento em formação e qualificação», apontando a APAVT como uma das instituições que poderá «dar formação com qualidade».
«Temos de fazer formação para juntar valor», acentuou.
Por seu lado, Pedro Morgado, das Viagens Abreu, referiu que com a crise financeira «mudou muita coisa a nível das empresas», salientando que estas têm agora uma grande preocupação «no retorno do investimento», nomeadamente no segmento das viagens e turismo.
Assim, acentuou, dando um exemplo, que cabe às agências de viagens «o papel fundamental de demonstrar que o investimento numa reunião em Portugal vai ter profissionalismo e permitir que a empresa saia com uma imagem boa».
«O cliente precisa de ter a certeza que não está a ser enganado», realçou.
Eduardo Rebello de Andrade, da CWT, destacou que todos têm de se adaptar a novos modelos de negócio, sublinhando que «o consumidor é que define a regra do jogo».
«Operadores aéreos e hotéis têm de se adaptar e reestruturar», adiantou, salientando que «ainda existem muitas agências de viagens em Portugal», pelo que admitiu que muitas vão fechar. |
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