José Eduardo Agualusa, orador de uma conferência que decorreu ontem à noite no Arquivo Regional da Madeira, tem «um novo romance» que versará sobre «a construção da Língua Portuguesa».
Ao abrigo do Acordo Ortográfico, «a história passa-se nos diversos territórios de expressão portuguesa», revelou o escritor, adiantando que o livro tem lançamento previsto para «Outubro ou Novembro» deste ano.
Mostrando-se favorável à ortografia única, o angolano diz nunca ter entendido «a dimensão da «polémica para uma questão pouco importante, que não vai não vai afectar a vida das pessoas». Aponta a importância do mesmo apenas em «termos políticos, para países como Angola e Moçambique, que importam livros - de Portugal e do Brasil, e não exportam». Trata-se, considera, de «uma polémica ridícula».
«O Acordo Ortográfico tem apenas que ver, como o próprio nome indica, com a ortografia e não com as variantes linguísticas», salientando de que «o facto de haver uma ortografia única no território português não quer dizer que os madeirenses, alentenjanos ou a gente do Porto não continuem a falar da mesma maneira».
Ontem, na conferência, Agualusa abordou o tema: “As Novas Relações da Língua Portuguesa”, tentando «mostrar a forma como ao longo dos séculos a Língua Portuguesa se foi formando, afeiçoando-se a geografias muito diversas, transformando-se de língua de dominação colonial em língua materna, em particular no Brasil e em Angola». Na plateia estiveram, entre académicos e outros interessados na temática, Brazão de Castro, secretário regional dos Recursos Humanos. |
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