O secretário-geral do PSD-M considera que em Portugal “não há Governo, há o desgoverno” porque na Assembleia da República, a maioria socialista “em vez de se preocupar em fazer leis para bem do povo e para o crescimento económico e social do país”, preocupa-se com “o sexo dos anjos”.
Jaime Ramos, que falava na Festa do PSD-M no Chão da Lagoa apontou como exemplo a lei do aborto, as leis que fomentam o consumo de droga e a perseguição aos cidadãos por polícias secretos e as leis para casamentos homossexuais.
“É um escândalo”, apontou, ao reiterar que o executivo de Lisboa “governa pelos impulsos dos cidadãos”.
O social democrata lançou, também, críticas ao Primeiro-Ministro, José Sócrates e às promessas não cumpridas. “Em 2005 apareceu um profeta que disse que ia melhorar as coisas, três anos depois fomos todos enganados por alguém que deixou o país num caos financeiro e social”.
Este “profeta”, adiantou “prometeu o céu na terra” mas o que sucede é que “o país nunca esteve tão mau, nem mesmo antes do 25 de Abril”.
No entender do social democrata, “este é o socialismo português” ao qual “todos temos que dizer basta”. Apelou, por isso, ao povo para que continue a apoiar Alberto João Jardim porque “luta e dá a cara”, desde 1975 no partido e desde 1978 no Governo.
E, que foi por isso que este preferiu ficar na Madeira e lutar pela Autonomia cuja causa final é a liberdade e desenvolvimento económico.
“Querem ter ilhas
têm que pagar”
Jaime Ramos disse, ainda, que “para sermos ilhas do Atlântico custa muito” porque em Portugal tal como na Madeira, “ainda, há mentes doentias”, pessoas que “sofrem da doença do colonialismo”, que “querem-nos roubar”.
Por isso deixou o aviso: “Querem ter ilhas do Atlântico, têm que pagá-las, se querem manter a Madeira unida a Portugal têm que pagar a tempo e horas senão vai haver uma acção de despejo”.
O secretário-geral do PSD-M criticou, ainda, o facto de Lisboa cortar o dinheiro todo para a RAM e depois vir dizer para baixar os impostos, o que vai diminuir as receitas para que não seja possível à Região fazer as obras. Contudo, garantiu que “o programa vai ser cumprido” porque a luta continua.
Oposição e tempo
de antena
Jaime Ramos não poupou críticas, também, à oposição madeirense e considerou “uma vergonha” o que aconteceu em Gaula onde o CDS, BE e ex-socialistas uniram-se para atacar o PSD e os madeirenses como se da “lei da terra queimada” se tratasse.
O social democrata insurgiu-se, igualmente, contra a diferenciação que existe no espaço de antena que é dado ao PSD na Madeira, no serviço público, em comparação com a oposição tendo frisado que o mesmo não acontece nos Açores e no continente.
Às centenas de pessoas presentes deixou um especial agradecimento, sobretudo, “a quem não falha ao convívio da família madeirense, dos porto-santenses e sociais democratas que lutam pela causa da liberdade e da autonomia”.
“É uma honra, um orgulho, uma satisfação ver estes milhares de madeirenses e porto-santenses que aderiram a esta festa, a maior da Madeira, que é a festa da Autonomia, que marca a diferença de quem luta pelas suas causas e os que lutam contra”. |
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