Jornal da Madeira
 
Domingo, 1 de Agosto de 2010
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Jornal da Madeira / Região / 2009-05-09
Europeias 2009
“Vice” desmistifica
O vice-presidente do Governo Regional disse, ontem, que as transferências do Orçamento do Estado para a Região não chegam, sequer, para pagar um terço dos encargos que o Governo Regional tem com a Saúde e a Educação.
«É bom que todos os madeirenses saibam, para responder a essa gente menos informada, que o que nós recebemos do Orçamento do Estado não dá para pagar um terço dos custos que temos em Educação e em Saúde. Nem um terço. E a Educação e a Saúde são responsabilidade do Estado. É a Constituição que o determina», disse João Cunha e Silva, na sessão solene das comemorações do Dia da Europa que ontem se iniciaram.
Para o vice-presidente do Governo Regional, «só conseguimos fazer o que fizemos nesta região porque a União Europeia (UE) ajudou e fê-lo de forma decisiva», declarou, considerando que, por esse motivo, «esta data deve ser comemorada por todos os madeirenses com muita satisfação e alegria».
As comemorações iniciaram-se ontem mas hoje, 9 de Maio, é que é o Dia da Europa. Esta data foi instituída pelos chefes de Estado e de Governo para comemorar a união dos estados europeus.
9 de Maio de 1950 foi a data da declaração de Schuman, ministro francês dos Negócios Estrangeiros, que defendeu uma Europa organizada com instituições supra-nacionais e assente em valores como a paz, a solidariedade, o desenvolvimento económico e social e o equilíbrio ambiental e regional.
«É uma declaração no tempo do pós-guerra. E foi, exactamente, em homenagem a essa declaração, na sequência do pensamento de Jean Monnet, que mais tarde os chefes de Estado e de Governo resolveram instituir o dia 9 de Maio para comemorar-se o Dia da Europa», recordou o vice-presidente, perante uma plateia maioritariamente composta por estudantes.
«Foi à conta da ajuda da UE que nós conseguimos transformar esta Região, que era das menos desenvolvidas de Portugal e da Europa, numa das regiões mais desenvolvidas de Portugal e já no grupo das regiões consideradas desenvolvidas da Europa», referiu.
«Há ainda quem diga com muita negligência e com muita falta de conhecimento que nós dependemos muito do Orçamento de Estado. Nada mais falso», concluiu.
Por outro lado, e aproveitando a circunstância de este ser o ano internacional da criatividade e da inovação na União Europeia, o vice-presidente do Governo Regional disse que foi com o recurso a essas capacidades que a Madeira experimentou o desenvolvimento.
«Se não fosse a criatividade e a inovação, nós não tínhamos chegado onde chegámos. Nós somos uma região pequena, isolada no meio do Atlântico, com poucos recursos, com poucas receitas e não fora a imaginação, a nossa criatividade e a determinação de todo o nosso povo e não tínhamos chegado tão longe. Para nós, madeirenses, criatividade e inovação é todos os dias, é a toda a hora, porque é fundamental para continuarmos a levar a Madeira para a frente», disse.
Mas esta vontade que foi colectiva no passado, declarou o governante, «tem de passar a ser uma vontade individual sobretudo dos jovens madeirenses responsáveis pelo futuro da Madeira», pediu.

MEP adopta vertente humanista

Laurinda Alves, candidata do Movimento Esperança Portugal (MEP), e Rui Marques, presidente deste organismo, estiveram ontem no Funchal, onde se encontraram com os jornalistas.
Na oportunidade, Laurinda Alves deixou as linhas orientadoras da sua candidatura, que se irá pautar por uma perspectiva humanista, defender causas que se prendem, sobretudo, com a realidade social.
O presidente do MEV, também presente neste encontro, manifestou a vontade daquela estrutura, criada há cerca de um ano, ter também uma representação na Região. Rui Marques disse ainda que «este é um movimento político que quer ser nacional e que quer ser também a voz daqueles que, por vezes, estão mais distantes dos centros de poder».
Para já, Rui Marques diz que tem recebido «vários contactos de cidadãos e cidadãs que se têm mostrado muito interessados numa adesão e na criação de uma representação na Madeira. Faremos essa caminhada passo a passo».

180 milhões de cartões euro seguro

À medida que a iniciativa do Cartão Europeu de Seguro de Doença (CESD) se aproxima dos cinco anos, a Comissão Europeia anunciou, na quinta-feira, novos dados estatísticos que mostram que o número de cartões em circulação chegou aos 180 milhões. O número de europeus que possuem o cartão tem vindo a aumentar todos os anos, desde a introdução do programa em 2004. O CESD é um cartão que assegura aos seus titulares o mesmo acesso aos cuidados de saúde do sector público (ou seja, um médico, uma farmácia, um hospital ou um centro de saúde) que os residentes do país que estão a visitar.

A secretária de Estado dos Assuntos Europeus apelou, ontem, para a participação nas eleições de 7 de Junho, vincando a importância de tornar o projecto europeu "mais informal" e próximo dos cidadãos. Teresa Ribeiro falava na abertura das comemorações do Dia da Europa, que decorrem até dia 14, no átrio da Estação do Rossio, em Lisboa.

O deputado social-democrata e antigo autarca de Ourique, José Raul dos Santos, vai voltar a candidatar-se à presidência da Câmara daquela vila alentejana, nas eleições autárquicas deste ano, disse o próprio à agência Lusa.

O vereador comunista na Câmara de Cuba, João Português, é o candidato da CDU à presidência daquela autarquia socialista do distrito de Beja, nas eleições autárquicas deste ano.

O PSD vai candidatar o empresário João Miguel Custódio à Câmara Municipal de Sines, liderada actualmente pelo ex-comunista e candidato independente Manuel Coelho, anunciou hoje a Comissão Política Distrital de Setúbal do partido.

O actual presidente da Câmara Municipal de Castro Verde, Francisco Duarte, que há 10 meses substituiu o anterior autarca, é o candidato da CDU àquele cargo.

O vereador comunista na Câmara de Beja, Francisco Caixinha, é o candidato da CDU à presidência da Câmara de Ferreira do Alentejo.

A CDU anunciou que vai candidatar José Soeiro à Câmara Municipal da Lourinhã nas próximas eleições autárquicas.

O candidato do PSD à presidência da Câmara da Horta, Paulo Oliveira, tentou, ontem, pintar a fachada de um edifício, para provar que as medidas anunciadas pela autarquia socialistas apenas servem para "comprar simpatias".
 

 

 

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