Segundo o vice-presidente da APPA, muitas pessoas procuram a acupunctura por diversos problemas de saúde - «ninguém procura por luxo» - mas não têm recursos financeiros para os tratamentos. Nesse sentido, a integração da actividade profissional no Sistema Nacional de Saúde «teria benefícios para a população no sentido de permitir que as pessoas recorressem à acupunctura não pagando, como acontece com a fisioterapia, por exemplo». |
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A integração da Acupunctura no Sistema Nacional de Saúde é «uma questão de justiça social» e tem vindo a ser defendida pela Associação Nacional de Profissionais de Acupunctura (APPA) ao longo dos anos. Este fim-de-semana, decorreu um debate sobre “Os Novos Paradigmas da Saúde: Deverá a Acupunctura integrar o nosso Sistema de Saúde?” A resposta generalizada é que sim, por uma questão de justiça social, uma vez que é crescente o número de pessoas que recorre a esta área da medicina.
Segundo o vice-presidente da APPA e presidente da delegação deste organismo na Madeira, muitas pessoas procuram a acupunctura por doença - «ninguém procura por luxo» - mas não têm recursos financeiros para os tratamentos. Nesse sentido, a integração da actividade profissional no Sistema Nacional de Saúde «teria benefícios para a população no sentido de permitir que as pessoas recorressem à acupunctura não pagando, como acontece com a fisioterapia, por exemplo».
António Franco referiu, em declarações ao Jornal da Madeira, que estando «para breve» a regulamentação da actividade – que vai definir a acreditação dos profissionais, a formação de acupunctura em termos de curso e de conteúdos programáticos a ele inerentes, bem como a tutela provavelmente por parte do Ministério da Saúde – este é o momento ideal para se analisar a entrada da actividade no sistema nacional.
Admitindo que esta é uma aspiração dos acupunctores, António Franco sublinha que é também uma vontade da população, porque «temos a perfeita consciência de que muitas pessoas gostariam de fazer acupunctura e que não o fazem porque não têm condições financeiras para ta».
Nesse sentido, o responsável lembra que no finaldo debate decorrido no auditório da RDP, no sábado, foi apresentada uma sugestão à Secretaria Regional de Assuntos Sociais, representada por Isabel Lencastre, no sentido de ser criado, na Madeira, um modelo-piloto com a duração de um ano, através do qual a APPA disponibilizaria profissionais para fazerem tratamentos gratuitos à população, num espaço definido pela SRAS. Este seria um projecto pioneiro no país, e numa região «pioneira em várias áreas», destacou António Franco.
«Esta prestação de serviços de acupunctura seria gratuita para a população e também para os profissionais, num espírito de voluntariado», sublinhou ainda o responsável, que se manifestou confiante quanto à aceitação da proposta por parte do Governo Regional.
O vice-presidente da APPA recorda, a propósito, o facto do GR ser, ao longo dos anos, «sensível e demonstrar grande abertura» à acupunctura na Região. «Tem sido uma grande surpresa e satisfação para nós termos este apoio ao longo dos anos por parte do Governo Regional», concluiu.
BREVES
O secretário dos Recursos Humanos do governo madeirense, Brazão de Castro, desloca-se à República da África do Sul para representar este arquipélago nas comemorações do Dia da Região e das Comunidades, que se assinala a 01 de Julho.
O governante fica neste país até 07 de Julho, prevendo o programa da visita contactos com a comunidade madeirense radicada naquele país, com o embaixador de Portugal, João Ramos Pinto, e com o cônsul-geral em Joanesburgo, Carlos Marques.
O Dia da Região Autónoma da Madeira e das Comunidades Madeirenses será oficialmente assinalado na Casa da Madeira de Joanesburgo. Brazão de Castro visitará ainda o Lar Rainha Santa Isabel e marca presença numa cerimónia na igreja de Nossa Senhora de Fátima de Benoni, um templo erguido por acção de três sacerdotes madeirenses.
Estão também agendados encontros com as autoridades da província de Gauteng e comunidade madeirense em Tshwane, Pretória, na Casa Social da Madeira, além de uma visita a Manjoh Farm, uma das maiores explorações agrícolas na comunidade portuguesa e deslocações às sedes do Club Sport Marítimo de Pretória e do Marítimo Sport Club de Joanesburgo.
Brazão de Castro visita ainda a Cidade do Cabo, passando pelo parlamento da República da África do Sul e pela Associação Portuguesa do Cabo da Boa Esperança.
Na cidade de Durban, o secretário regional preside à abertura oficial do Flea Market, um evento que comemora o Dia da Madeira e que este ano celebra o 200.º aniversário.
Neste local, manterá contactos com os presidentes de todas as associações portuguesas e membros da comunidade, estando igualmente previsto um encontro com autoridades locais na cidade de Port Edward.
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