Em declarações à RTP, à chegada a Beja, Jardim garantiu que não quer proibir o PCP, mas lembrou que «na maior parte dos países europeus, o PCP já nem sequer é eleito para os parlamentos. É uma peça de museu. Só neste país absurdo que por enquanto se chama Portugal é que as forças comunistas somadas – o Bloco de Esquerda e o PCP – têm mais de 20 por cento dos votos. Há aqui qualquer coisa que não está funcionando bem», disse.
Jardim não quis adiantar se já falou com a líder do partido sobre esta proposta, mas sublinha que não é importante. «Eu não sou “valet de chambre” da sra. dra. Manuela Ferreira Leite nem de ninguém deste país, nem do sr. presidente da República, nem do sr. primeiro-ministro. Se os outros concordam ou não, não é o meu problema», concluiu.
Lobo Xavier concorda
A proposta provocou ontem uma série de reacções em todo o país. Já ontem, Edgar Silva, do PCP/M, desvalorizou a proposta, ressalvando que não é nova e que acredita que, tal como em projectos de Revisão Constitucional anteriores, vai cair por terra.
Entretanto, o vice-presidente do PSD José Pedro Aguiar Branco escusou-se a tomar posição, remetendo esse debate para o momento da revisão constitucional.
Entretanto, no programa “Quadratura do Círculo” da SIC Notícias, Duarte Pacheco disse ontem que «a Constituição não deve penalizar ideologias. E, como tal, não deve penalizar nem o fascismo nem o comunismo como ideologia”. Por sua vez, Lobo Xavier, afirmou que «a iniciativa de Alberto João Jardim é oportuna e chama a atenção para o núcleo essencial das propostas de alguns partidos de esquerda que, de facto, andam disfarçadas no momento presente».
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