A JSD Madeira está preocupada com os atrasos na entrega das bolsas aos estudantes do ensino superior, quer os que estão a frequentar os seus cursos na Universidade da Madeira (UMa), quer também os que estão a estudar no continente, com a agravante do preço das viagens.
Ontem, numa conferência de imprensa dada na sede do partido, o secretário-geral da JSD/M, António Trindade criticou o atraso na atribuição dos apoios sociais aos universitários por parte do Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, situação que está a «complicar a vida dos estudantes, já que é no início de cada ano lectivo em que os alunos têm de investir mais em livros». Só na UMa, mais de 1.200 candidatos a bolseiros ainda não têm o seu processo resolvido.
Para aquele jovem social-democrata, o mais grave é que já se passaram três meses do início das aulas e são muitos «os estudantes que ainda aguardam o despacho das bolsas, sendo que muitos deles entregaram o seu processo em Julho e é inadmissível que após seis meses muitos estudantes continuem sem resposta». Sem ficarem indiferentes a esta situação, a JSD/M e os Estudantes Social-Democratas entendem ser urgente um reforço de meios para análise dos processos para que a resposta seja mais breve e com equidade social. «Não podemos aceitar que, por razões económicas, um estudante seja afastado do ensino superior», comentou. O grande atraso na atribuição das bolsas deve-se ao facto do sistema de avaliação dos processos ter passado este ano a ser centralizado. O Ministério anunicou este «sistema com pompa e circunstância, mas o que se verifica é que a análise e a atribuição das bolsas é mais morosa».
O coordenador dos Estudantes do Ensino Superior da JSD, Rogério Gouveia, disse que nos serviços sociais da UMa existem 1.387 candidatos a bolseiros, num universo de cerca 2.200 estudantes. Dos 1.387 bolseiros, só 110 estão a receber a bolsa, sendo que 875 ainda têm o seu processo a ser analisado, 236 têm o processo a ser reanalisado e 63 estudantes estão com processos pendentes por falta de dados. Dos 10 mil estudantes madeirenses que estão a estudar no continente, a grande maioria dos que recebem bolsa, ainda não auferiu o apoio social este ano lectivo. |
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