Sara Teles e Marina Castro, ambas com 17 anos e residentes no Estabelecimento “Vila Mar”, vão representar Portugal num encontro internacional sobre violência contra as mulheres, promovido pela ONU. As madeirenses estarão em Nova Iorque a partir do dia 26 de Fevereiro e vão participar em conferências de 1 a 12 de Março. Vão abordar a violência doméstica, “vista” por crianças e adolescentes, e focar ainda a violência no namoro. |
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A Sara Teles e Marina Castro, duas jovens de 17 anos residentes no Estabelecimento “Vila Mar”, no Lazareto, vão representar Portugal num encontro internacional a decorrer na sede da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova Iorque, que irá debater os diversos aspectos da violência.
A 54ª sessão da comissão da ONU - que aborda o flagelo da violência contra as mulheres à escala mundial -, contará apenas com jovens do sexo feminino e vai decorrer entre os dias 1 a 12 de Março, mas as alunas da Escola dos Louros estarão em Nova Iorque já no dia 26 de Fevereiro, para se reunirem com as participantes dos outros países num fim-de-semana de integração e de lazer.
Entusiasmadas com esta oportunidade, Sara e Marina não escondiam, em declarações ao Jornal da Madeira, a sua ansiedade por fazerem a viagem e - acompanhadas pela professora do “Vila Mar” que as tem ajudado na pesquisa -, passarem duas semanas numa cidade que vêem e admiram «nos filmes». Para já, e entre os trabalhos preparativos, têm-se dedicado a melhorar o inglês, uma vez que terão de falar publicamente nessa língua estrangeira.
Sobre o tema que vão apresentar no encontro, as duas amigas estão já a pesquisar sobre os vários tipos de violência no país. «Se estamos a representar Portugal, temos de explorar o tema a nível nacional», explicaram-nos. Depois, será escolhido um tópico que se enquadre mais com a realidade regional. Sara e Marina entendem que a violência doméstica é a mais marcante na Região. O problema será então dissertado pelas jovens no decorrer das reuniões. Neste âmbito, pretendem enquadrar a problemática “vista” pelas crianças e adolescentes e focar ainda a violência no namoro. Sobre este último aspecto, «damos exemplos do nosso dia-a-dia, de amigos nossos que achamos que sofrem a este nível, mas que não o sabem admitir», referiu Sara. Já Marina acrescentou que a violência «não é só bater, pode ser verbal e psicológica».
Segundo Maria Carlos Ramos, responsável pelo estabelecimento, esta é a segunda vez que o “Vila Mar” é seleccionado para participar neste encontro na sede da ONU. Há dois anos atrás, outras duas jovens do estabelecimento participaram neste evento mundial. Divulgou ainda que a UNICEF, que preparou em Novembro do ano passado, um novo guia para o cuidado de crianças institucionalizadas, já demonstrou um particular interesse em ouvir o depoimento das estudantes madeirenses que estarão em Nova Iorque a partir do fim de Fevereiro.
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