Jornal da Madeira
 
Domingo, 1 de Agosto de 2010
Jornal da Madeira Carta ao Director Jornal da Madeira
 
 

 

 

Jornal da Madeira / Região / 2010-03-14
Jardim e Cunha e Silva manifestam apoio a Paulo Rangel
Congressistas solidários com a Madeira
O líder madeirense foi uma das principais figuras do congresso nacional do PSD, recebendo manifestações públicas de solidariedade das principais figuras do partido.
Os quatro candidatos à liderança - Paulo Rangel, Pedro Passos Coelho, Pedro Aguiar-Branco e Castanheira Barros - não esqueceram os acontecimentos de atingiram a Madeira . Igualmente solidários para com a Região, Manuela Ferreira Leite, Pedro Santana Lopes, Marcelo Rebelo de Sousa e Marques Mendes, dirigiram palavras de solidariedade a Alberto João Jardim.
Outro aspecto que centrou o primeiro dia do congresso foi o de se saber qual dos candidatos o presidente do PSD/M apoiava.
Perante a insistência dos jornalistas, Alberto João Jardim confirmou o apoio a Paulo Rangel e comentou o incidente desencadeado por Pedro Passos Coelho.
«Ele é que me disse que me perdoava não sei o quê», referiu, acrescentando que logo depois se levantou e foi «rezar a penitência da absolvição para o pé do Paulo Rangel».
E quanto a quem irá apoiar nas próximas eleições? «Evidentemente que vou apoiar o Paulo Rangel», respondeu.
No entanto, Jardim esclarece que «não há apoios do PSD-Madeira para ninguém. Cada um vota em quem quiser», referiu.
Sobre os apoios da Madeira a candidatos que acabam por não vencer, Jardim respondeu à provocação dizendo: «É como o Diário de Notícias (do Funchal). Aposta sempre no cavalo que perde, porque há trinta e tal anos que me combate e nunca me conseguiu ganhar».
João Cunha e Silva apoia a candidatura de Paulo Rangel à liderança do PSD. O anúncio foi feito ontem à noite, depois de Rangel o ter convencido na intervenção que fez ao congresso. «Em termos de discursos, há claramente um vencedor e é Paulo Rangel, que passou a ser o meu candidato», disse.
João Cunha e Silva admitiu ter chegado ao congresso «sem nenhum candidato». Conhecia Passos Coelho e Aguiar-Branco do tempo da JSD, e não conhecia Paulo Rangel.
«Depois deste congresso, acho que Paulo Rangel é o que está em melhores condições para servir o PSD no futuro», referiu.
O também vice-presidente do Governo Regional considerou «útil» o conclave social-democrata, especialmente para quem tem estado muito ocupado com os assuntos de governação, acreditando que todos os candidatos serão importantes para o futuro do partido.
Sobre o pedido de desculpas de Passos Coelho a Jardim, João Cunha e Silva ressalvou que nesse momento estava a sair da sala de congressos, mas ainda assim pelo que percebeu as palavras «não saíram bem» a Passos Coelho.

“Qualquer um serve”

O secretário-geral do PSD-Madeira, Jaime Ramos, disse ontem que depois de ter sido clarificada a «dúbia interpretação» que a proposta de Santana Lopes permitia no que toca à alteração da votação pelo sistema de “directas” - a delegação da Madeira chegou a anunciar que iria rejeitar essa proposta –, ontem Jaime Ramos disse ter sido entretanto esclarecido que a proposta afinal sugere que a votação aconteça no dia anterior ao início do congresso e não durante o conclave social-democrata. Sendo assim, Jaime Ramos e a delegação da Madeira decidiram subscrever o documento, arrecadando mais de vinte assinaturas dos 35 delegados que compõem a delegação da Madeira.
Quanto ao congresso e aos quatro candidatos, o secretário-geral do PSD-Madeira referiu que «qualquer um serve». E confrontado com as posições de Passos Coelho sobre as Finanças Regionais, Jaime Ramos espera que o candidato faça «uma reflexão profunda sobre o que disse, e a seu tempo a fará, com certeza», recusando, por outro lado, anunciar em quem irá votar.
Sobre um eventual quinto candidato, o secretário-geral disse não ser necessário, «porque já há candidatos suficientes para derrubar Sócrates».

Miguel Albuquerque sem grandes expectativas

Miguel Albuquerque declarou ontem no início dos trabalhos do congresso não saber o que estava lá a fazer.
«A única expectativa que tenho é de saber o que é que eu vim aqui fazer, porque eu ainda não percebi», afirmou, criticando um congresso que diz não saber para que serve.
Normalmente, «o congresso serve para eleger propostas e dirigentes» e «não» para fazer campanha.
Miguel Albuquerque dizia no início dos trabalhos que ainda não sabia quem iria apoiar, ainda que admita que Marcelo Rebelo de Sousa fosse a melhor escolha. De qualquer dos modos, «devemos manter as pontes com todos», defendeu.

Mota Amaral, antigo presidente dos Açores e da Assembleia da República, gostou do discurso de Alberto João Jardim. Levou ao congresso um «conjunto de reflexões profundas e de alto interesse que certamente serão consideradas», disse.

150 intervenções. A primeira polémica a surgir no XXXII Congresso do PSD, que decorre em Mafra, foi se a reunião se reduziria a um dia a ou se se mantinham os dois dias previstos. Anteontem à noite, várias notícias davam conta que o diminuto número de intervenções esperadas faria reduzir para um dia o congresso. Mas assim que os trabalhos se iniciaram rapidamente se percebeu que estávamos perante uma maratona. A meio da tarde, ainda estavam 150 inscritos à espera da sua vez para falar.

PS aproveita-se das ideias de Ferreira Leite. O deputado madeirense Tranquada Gomes elogiou o discurso «coerente» com que Manuela Ferreira Leite abriu o XXXII Congresso do PSD. «É certo que não teve o apoio do país para ser líder do governo, mas o que é facto é que a senhora teve um mandato digno», referiu, destacando que o PS está agora a aproveitar-se das ideias que Ferreira Leite preconizou. Tranquada Gomes atribuiu à dificuldade de passagem da mensagem para justificar o insucesso eleitoral de Ferreira Leite. O deputado madeirense não revelou em quem vai votar, mas já disse em que não ia votar. Passos Coelhos não terá o seu voto.

«Opor-se aos que não foram solidários». Jaime Filipe Ramos afirmou ontem que a delegação da Madeira veio ao Congresso do PSD «numa lógica de não personalização de candidatos, nem de perfilar sobre candidatos, porque a Madeira neste momento pretende manter uma solidariedade do partido». «A Madeira, desta vez e bem, não está a perfilar-se a 100% por um candidato, mas sim vai-se opor àqueles candidatos que não se manifestaram solidários com a Região», referiu, constatando que Pedro Passos Coelho não foi solidário com a Madeira na altura certa.
 

 

 

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