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Domingo, 1 de Agosto de 2010
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Jornal da Madeira / Região / 2007-07-16
Conceito da associação internacional Intervac está ao alcance dos madeirenses
Troca de casa proporciona superférias sem pagar
Fazer férias continua a ser um sonho caro para muitas pessoas, sobretudo, para quem vive numa ilha como é a Madeira. Com a existência de uma representação da associação internacional Intervac na RAM desde 2006, esses sonhos tornaram-se mais fáceis de realizar. A Intervac funciona com base no conceito de troca de casa. É feito um acordo entre duas famílias para fazerem a troca durante o período de férias e a associação funciona, apenas, como intermediária. A representante para Portugal mora no Funchal e quer angariar novos membros.
Mais de 20 mil pessoas em todo o mundo já aderiram ao sistema de fazer férias por troca de casa.
Em Portugal, ascendem a 40 o número de pessoas que estão ligadas à associação internacional Intervac, que funciona como intermediária neste processo, disponibilizando os contactos dos diversos membros aos outros membros.
Na Madeira, estão a ser dados os primeiros passos onde existe apenas um membro que, desde 2006, é o representante da associação em Portugal e no Brasil. Chama-se Ana Neto e é engenheira informática. Desde 2005 começou a realizar o seu sonho de conhecer o mundo, sem ter que gastar muito dinheiro. Um ano depois tornou-se representante da associação.
Conforme explicou ao JM, o sistema de troca de casas é simples. É feito um acordo entre os membros que pretendem trocar de casa durante o período de férias. A associação Intervac funciona como intermediária e disponibiliza os contactos dos seus mais de 20 mil membros a outros membros espalhados por todo o mundo.
Posteriormente, a associação fornece um documento a explicar como organizar a troca bem como um formulário para estabelecer o acordo entre as partes.

Intervac na Europa
EUA e Canadá

O conceito de troca de casas começou há mais de 50 anos. Na altura um grupo de professores procurou encontrar uma forma de conseguir tornar as suas férias de Verão mais interessantes mas, ainda, assim económicas.
A solução que encontraram foi fazer a troca de casa com professores de outros países e foi a partir dessa experiência que se veio a desenvolver o sistema de trocas de casa e a associação Intervac.
Presentemente, a Intervac funciona com representantes nos diversos países em que opera. São mais de 50 espalhados pelo mundo, a maioria encontra-se na Europa, EUA e Canadá.
Em África e América do Sul os membros, ainda, são muito poucos. A tendência é para o número vir a crescer onde a Intervac já está instalada.
Na generalidade, os membros desta associação têm mais de 30 anos sendo que a maioria tem mais de 50. Muitos já estão reformados e têm um nível de qualidade de vida mais elevado porque têm que ter condições para viajar e uma casa para troca.

Condições exigidas para ser membro

Para fazer parte desta associação é preciso, em primeiro lugar, ter uma casa que pode ser alugada. O interessado preenche a ficha de inscrição que está disponivel no site da Intervac (ver página ao lado) onde são pedidas informações sobre a casa e a família, para além do pagamento de uma taxa (ver página ao lado).
Após a inscrição, a base de dados é mantida na Intervac Internacional. O facto de ter que ser paga uma quota exclui, desde logo, quem pretenda aderir, apenas, por brincadeira, garante a responsável.
De acordo com Ana Neto, o o nível de confiança começa a ser cultivado através da troca de informações via “net” ou por telefone. Inclusive, alguns membros já se escusaram a receber a cópia do acordo, devido à confiança que vão ganhando à medida que vão fazendo estas experiências.


Troca de casas caravanas e castelos

Na maior parte das trocas as pessoas nem se chegam a cruzar porque estão na casa uma da outra. Ana Neto destaca a vantagem dos membros poderem disfrutar de todas as comodidades de uma casa e de não fazerem tantos gastos com as refeições porque podem cozinhar, o que não acontece se forem para um hotel, por exemplo.
Em alguns casos, se a pessoa chega de noite, os donos deixam comida no frigorífico. É de boa educação que os membros deixem, depois, a casa limpa.
Para além das casas, há trocas de caravanas e barcos. O casal de Nova Iorque com quem a representante da Intervac para Portugal fez a primeira experiência chegou a fazer uma troca para um castelo.
Até ao momento, Ana Neto não tem conhecimento sobre nenhuma situação que tenha corrido menos bem ou que as pessoas não tenham cumprido o acordo. De tal forma que, para além de um certo espírito aventureiro, este sistema exige que a vontade supere o medo.
 

 

 

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