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| A primeira troca de Ana Neto |
Da Zona Velha para Nova Iorque
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O gosto pelas novas tecnologias e pelas viagens fez com que Ana Neto descobrisse um dia, por acaso, a associação internacional Intervac. Tudo aconteceu durante uma pesquisa de preços de hotéis em Nova Iorque (EUA), o seu destino de sonho. Com o conceito de troca de casas tudo se tornou mais simples e barato. Agora faz mais férias e gasta menos. |
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Ana Neto tinha uma vontade enorme de conhecer Nova Iorque. Em 2005 decidiu-se e comprou a passagem aérea, juntamente com o marido e o irmão, decidida a ir até o outro lado do Atlântico. Faltava o alojamento.
Pôs-se a fazer uma pesquisa na internet acerca dos preços dos hotéis mas era tudo muito caro, acima dos mil euros para uma semana, em quarto triplo.
Foi então que se deparou com uma palavra-chave que a levou à associação internacional Intervac. A partir de então começou a pedir informações. Haviam muitos contactos de Nova Iorque.
Não pensou duas vezes e acabou por se tornar membro da Intervac em Julho de 2005. Pagou a taxa anual e começou a contactar os membros de Nova Iorque a ver se queriam vir até ao Funchal.
A partir daí houve troca de informações sobre o local, via e-mail e por telefone porque os acertos são, sempre, feitos pelos parceiros de troca. É feito um acordo e as partes envolvidas e os representantes da Intervac de cada país ficam com uma cópia.
Pode parecer estranho mas recebeu a chave pelo correio. Nesta primeira experiência trocou durante uma semana o seu apartamento na Zona Velha, no Funchal, onde vive por um apartamento “penthouse” junto ao Central Park em Nova Iorque.
Normalmente, os donos deixam instruções sobre o funcionamento da casa, onde se despeja o lixo, entre outras situações.
O edifício em Nova Iorque onde ficou instalada tinha 20 andares e ali moravam mais de mil pessoas. Uma das curiosidades é que ninguém do prédio tinha máquina de lavar em casa. Existia apenas uma lavandaria comum. O prédio, também, não tinha o número 13.
Certo dia pediu por telefone take-away do restaurante onde havia ido jantar. O curioso foi que junto com o menu solicitado, tinham enviado as entradas que Ana Neto havia pedido no referido jantar, para além de talheres e copos em plástico, bem a jeito de um piquenique.
O facto desta primeira experiência ter corrido bem fez com que não mais parasse. É o que acontece com todos aqueles que se tornam membros”, explicou, porque “no principio acham sempre estranho.
“Foi uma experiência espectacular e foi isso que acabou por me levar a querer ser representante desta associação (Intervac) em Portugal”, apontou.
Em Agosto desse ano, o casal nova-iorquino veio à Madeira e gostou muito.
Para além de Nova Iorque, a representante da Intervac em Portugal já teve oportunidade de ir até Roma (Itália), Salzburgo (Áustria), Avignon (França) e Poznan (Polónia).
“Nunca tinha feito tantas férias no estrangeiro como agora”, apontou. Este ano já fez duas trocas para Londres e uma para Viena (Áustria) onde aprendeu a esquiar. Mas Ana Neto não pretende parar, vai continuar a viajar, sempre, que puder e ajudar outros a realizarem os seus sonhos de conhecerem o mundo.
Representante da Intervac Portugal garante que os membros têm gostado muito da ilha
Madeira tem muito potencial por ser turística
A representante da associação internacional Intervac para Portugal e Brasil considera que a Madeira tem muito potencial ao nível do sistema de troca de casas tendo em conta que é uma zona turística.
Neste momento, Ana Neto é o único membro da associação na Região mas o seu objectivo é fazer crescer o número de associados porque, para além de aumentar o leque de oferta esta é, também, uma boa forma de promover a Madeira.
A responsável garante que as pessoas que têm recebido em sua casa através deste sistema têm gostado muito da ilha. São, sobretudo, as pessoas dos países nórdicos que mais apreciam o sol e as praias. Tem sempre o cuidado de deixar alguns folhetos informativos em casa para que os visitantes saibam o que podem visitar.
Em Portugal continental, apesar de ainda haver poucos membros em relação a outros países, o número tem vindo a crescer de uma forma significativa tendo duplicado nos últimos seis meses.
O país com maior número de membros e de pedidos de troca é a França porque é o mais procurado em termos do turismo tradicional.
Filme americano estreado em 2006 retrata conceito
O sistema de troca de casas da Intervac foi retratado num filme americano que estreou em Dezembro de 2006. Trata-se do filme “O amor não tira férias”.
Ana Neto, representante da Intervac Portugal e Brasil garante que nessa altura houve um “boom” na procura deste sistema.
N'“O amor não tira férias” contracenava Cameron Diaz, Jude Law, Kate Winslet, Jack Black e Edward Burns. A estreia nacional aconteceu a 14 de Dezembro de 2006. Iris (Kate Winslet) estava apaixonada por um homem que estava prestes a casar com outra mulher. Do outro lado do oceano, Amanda (Cameron Diaz) descobre que o homem com quem vive a está a trair. Sem nunca se terem conhecido, estas duas mulheres inscrevem-se num site de troca de casas e cada uma viaja para o lar da outra durante as férias. Pouco tempo depois de chegarem, encontram aquilo que menos esperavam: um novo romance...
Site internacional terá informações em português
A associação internacional Intervac funciona com base num catálogo em papel, que é publicado semestralmente e, ainda, através de um site na internet, com tradução em diversas línguas (www.intervac.com), disponível.
Para Portugal e Brasil as informações estão disponíveis em www.inforquali.com/intervac/.
Até o final deste mês, o site internacional vai incluir toda a informação em português e islandês. A construção está a ser ultimada por Ana Neto, o que vai permitir chegar a mais pessoas.
Para quem quiser ter acesso ao catálogo em papel a quota é de 115 euros/ano. Para os restantes, que acedem à informação “on-line” a quota é de 55 euros. Mediante o pagamento desta quota, os membros podem efectuar quantas trocas de casa quiserem nos 365 dias seguintes. |
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