A Biblioteca Municipal do Funchal vai ser instalada no Edifício 2000, num espaço de 600 m2, que já funcionou como supermercado. O presidente da Câmara Municipal do Funchal (CMF), Miguel Albuquerque, explicou ontem aos vereadores, na reunião de câmara, a razão pelo facto de a biblioteca do Funchal já não ser instalada no antigo Matadouro do Funchal, como havia sido anunciado. Segundo o autarca, o investimento total ascendia os 5 milhões de euros, que teria a comparticipação do Ministério da Cultura em 1,5 milhões, da Direcção Regional dos Assuntos Culturais em 500 mil euros e a CMF teria que «desembolsar neste investimento cerca de 3 milhões de euros».
Esta seria uma verba incomportável para a autarquia como referiu, no final da reunião, Miguel Albuquerque, já que a candidatura foi entregue no âmbito do programa “Rede Nacional de Bibliotecas” que entre outras situações exigia 28 funcionários especializados que custariam 700 mil euros por ano à CMF, «só em ordenados».
Por isso, e atentendo à situação financeira da autarquia e «elencando o leque de prioridades que a câmara tem prosseguido, decidimos instalar a Biblioteca Municipal num espaço no Edifício 2000, numa área devoluta, que nós vamos reconverter». De acordo com o edil, a área tem todas as condições de funcionalidade, já que está instalada numa zona central e com acesso a transportes públicos. O projecto está, neste momento, a ser elaborado e fica «a um décimo do custo», ou seja, 500 mil euros. As obras de reconversão ficarão concluídas até final do mandato, ou seja, no próximo ano.
Em relação ao actual espaço da Biblioteca, Miguel Albuquerque adiantou que o Palácio de São Pedro, à Rua da Mouraria, será convertido em Museu de História Natural da cidade do Funchal e da Região. Dentro em breve, será lançado o concurso de ideias para o futuro museu. «O espólio do Palácio de São Pedro é muito interessante e valioso e vamos manter o estilo clássico, valorizando as características patrimoninais do edifício», garantiu.
Quanto ao antigo Matadouro do Funchal, desactivado recentemente, Miguel Albuquerque ainda não tem uma ideia definida para aquele local, mas defende que a cidade deveria ter um Museu de Arte Moderna. Mas este, como salientou, é um investimento para ser pensado a longo prazo, enquanto isso «esta reserva da cidade está a ser arranjada e mantida». |
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