A Madeira não vai emitir cheques-dentista porque considera que a medida não é justa. A opinião é do secretário regional dos Assuntos Sociais e foi manifestada ontem ao JM, dia em que, ao nível nacional, o Ministério da Saúde avançou com esta medida para grávidas e idosos. Jardim Ramos diz que o apoio, na Região, é a toda a gente, desde que as pessoas comprovem as suas dificuldades financeiras |
|
O Governo da República deu ontem início a um novo programa que prevê a atribuição de cheques-dentista a grávidas e a idosos.
O programa prevê tectos máximos anuais de 120 euros para as grávidas seguidas no Serviço Nacional de Saúde e de 80 euros para os idosos beneficiários do complemento solidário.
A Região não vai seguir esta política e o secretário regional dos Assuntos Sociais explica porquê. «O nosso apoio é de uma forma universal, sejam as pessoas de que grupo forem. Não precisam ser grávidas ou idosos. Basta que tenham dificuldades financeiras e que as comprovem nos serviços de Segurança Social», afirmou Francisco Jardim Ramos, o qual exemplificou referindo que «podem existir grávidas cujo rendimento familiar não necessite desse apoio, assim como existem mulheres, que não estando grávidas, têm mais dificuldades financeiras».
Por outro lado, o secretário regional dos Assuntos Sociais lembrou aquilo que tem sido feito, na Madeira, ao nível do plano regional de saúde, o qual apostou na parte preventiva (com a cobertura total de todas as crianças da Região) e na parte curativa, que funciona, actualmente, nos centros de Saúde do Bom Jesus, do Porto Santo e do Porto Moniz. Relativamente à saúde oral preventiva, Francisco Jardim Ramos destacou o facto de, neste último ano, o Funchal ter vindo a ser coberto por este projecto que já abrange 16 mil e 333 crianças. Só neste concelho, são três mil e 840 crianças, aquelas que foram abrangidas pela iniciativa que visita as escolas e que apresenta uma inovação: «o equipamento escolar inclui a escova e a pasta de dentes. As crianças são obrigadas a levarem para a escola estes dois objectos de higiene». No que toca à parte curativa, Jardim Ramos não tem datas concretas mas garante que o objectivo, em termos futuros, é estendê-la a um maior número de centros de saúde na Região.
«O objectivo é fazermos com que os utentes possam ir tratar dos seus dentes num maior número de centros de saúde até que a cobertura passe também a ser total», frizou o secretário regional dos Assuntos Sociais.
|
|
|