Um cidadão russo, de 31 anos, perdeu ontem a vida no mar revolto da Calheta, na ilha do Porto Santo. As circunstâncias ainda não estão devidamente esclarecidas embora tudo aponte para uma queda por escorregamento ou colhido por uma onda quando, eventualmente, se encontrava a colher imagens do local. Na ocasião, o cidadão russo encontrava-se na companhia da namorada, da mesma nacionalidade, e esta, em estado de choque com a situação imprevisível, não conseguiu ajudá-lo devido às condições do mar.
A Capitania recebeu o pedido de apoio por volta das 11.30 horas e, sensivelmente cinco minutos depois, a semi-rígida da Polícia Marítima já se encontrava na Calheta para efectuar todo o apoio possível, confirmou o comandante Pedro Amaral Frazão. Contudo, apesar de todos os esforços sem sucesso por mar, por motivos de agitação marítima forte, o corpo só foi resgatado a partir da terra, por volta das 12.15 horas, mesmo assim, com muitas dificuldades apesar de se encontrar próximo da costa, explicou o comandante Pedro Frazão.
O óbito foi declarado pelo médico, sendo que o corpo foi depositado na morgue do Centro de Saúde para efeitos de autópsia como acontece em situações do género. A Polícia Marítima vai elaborar o auto-de-notícia para ser remetido ao Ministério Público. O caso foi dado conhecimento ao Serviço de Estrangeiros e Fronteiras. Do mesmo modo, a autoridade marítima estava a enveredar todos os esforços para contactar a embaixada da Rússia com vista a dar prosseguimento aos trâmites legais, sendo que “a nossa grande preocupação neste momento é prestar todo o apoio possível à senhora dentro das nossas possibilidades tendo em conta o estado crítico em que se encontrava face à ocorrência”.
O casal russo encontrava-se de férias na Madeira e chegou ontem ao Porto Santo no navio Lobo Marinho para conhecer a ilha numa estadia de alguns dias. Um passeio à Calheta acabou por ser fatal em circunstâncais ainda por apurar. |
|
|