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Domingo, 1 de Agosto de 2010
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Jornal da Madeira / Nacional / 2009-07-16
Entendimento autárquico deve verificar-se em seis dezenas de municípios
PSD e CDS-PP formalizam acordo para coligações
Tendo em vista as próximas eleições autárquicas de Outubro próximo, social-democratas e democrata-cristãos formalizaram, ontem, um acordo de coligação entre os dois partidos. Nas eleições autárquicas realizadas há quatro anos, o PSD e o CDS-PP concorreram coligados num total de 60 municípios, mais 17 do que em 2001, devendo este ano vir a verificar-se igual número de coligações.
O PSD e o CDS-PP assinaram, ontem, o acordo-quadro de coligação entre os dois partidos tendo em vista as eleições autárquicas agendadas para o dia 11 do próximo mês de Outubro, o qual prevê um "número final" de coligações "semelhante ao ocorrido em 2005".

Coligações em 2005 abrangeram 60 municípios

O acordo foi assinado pelo secretário-geral do PSD, Luís Marques Guedes, e pelo seu homólogo do CDS-PP, João Almeida.
Nas eleições autárquicas realizadas há quatro anos, o PSD e o CDS-PP concorreram coligados num total de 60 municípios, mais 17 do que em 2001.
"Face ao generalizado sucesso das coligações anteriores, importa renovar os Acordos-Quadro de 2001 e 2005, de forma a dar continuidade ao trabalho em benefício das populações", pode ler-se no comunicado conjunto elaborado pelos dois partidos na sequência do acordo-quadro de coligação ontem firmado.
Entre outros pontos, no documento é ainda referido que o PSD e o CDS-PP se comprometem a "não realizar quaisquer acordos ou coligações com o PS".
O convénio ontem assinado entre os social-democratas e os democrata-cristãos determina que a denominação a adoptar por cada coligação será definida por acordos concluídos a nível local, distrital ou regional e que os mandatários da lista e financeiro serão escolhidos pelo partido que indicar o cabeça-de-lista.
Nos termos do entendimento a que chegaram PSD e CDS-PP, ambos os partidos comprometeram-se ainda "com o escrupuloso cumprimento da Lei da Paridade nas listas a apresentar em todas as coligações acordadas".




BREVES

A Associação Força Emergente, constituída assistente no caso Freeport decidiu pedir, junto do Departamento Central de Investigação e Acção Penal, o afastamento da procuradora Cândida Almeida deste processo judicial. A decisão foi anunciada por Carlos Luís, um dos fundadores da associação cívica com fins políticos, constituída por, gestores, consultores internacionais, advogados, empresários, médicos, professores, psicólogos, historiadores e enfermeiros. "Estando nós constituídos assistentes no processo Freeport, não gostamos da forma como se está a processar o seu desenvolvimento", justificou Carlos Luísl, sublinhando que Cândida Almeida "não consegue ter independência para estar à frente de um processo em que o próprio primeiro-ministro é visado".


O secretário-geral da Federação Nacional dos Sindicatos da Educação, João Dias da Silva, afirmou, ontem, à Lusa, que os relatórios do Conselho Científico para a Avaliação dos Professores e da OCDE vieram "dar razão" aos sindicatos, defendendo, por isso, que o Governo deve abandonar o actual modelo de avaliação de desempenho docente. Na véspera de uma reunião entre os sindicatos de professores e o Ministério da Educação para iniciar a revisão do modelo, a ter lugar hoje, a tutela já fez saber que não tem "disponibilidade" e "não se justifica" adoptar um novo regime de avaliação, depois de os sindicatos defenderem a necessidade de um "corte radical" com o actual.


Mais de uma centena de orizicultores do distrito de Setúbal protestaram, ontem, contra a redução de preços do arroz "imposta" pelas grandes superfícies comerciais e contestaram a nova Lei de Arrendamento Rural, que consideram ser dramática para o sector. "A produção e até a industria nacional de arroz estão seriamente ameaçadas se o Governo não tomar medidas que limitem as importações e se não exigir normas de qualidade severas a importações, que vêm do outro lado do mundo, que as grandes superfícies comercializam através de marcas próprias - marcas brancas - e que pressionam, em baixa, o preço à produção nacional", disse João Dinis, da Confederação Nacional de Agricultura.
 

 

 

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