Uma criança de quatro anos e a avó, de 54, morreram, na noite do passado domingo, na sua residência, na freguesia de Louredo, em Santa Maria da Feira, por inalação de gás tóxico, segundo disse, ontem, à agência Lusa uma fonte dos bombeiros de Lourosa.
O avô da criança, também de 54 anos, e um tio, de 26, foram transportados de helicóptero para o Hospital Pedro Hispano, em Matosinhos, devido à intoxicação pelos gases libertados no mesmo gerador.
Uma fonte do Hospital Pedro Hispano disse à agência Lusa que os dois homens estão a ser tratados na câmara hiperbárica (câmara de oxigenoterapia) daquele hospital, o equipamento do Serviço Nacional de Saúde que está indicado para recuperar pessoas vítimas de intoxicação. Os dois homens encontravam-se, ontem, em estado "estável" e depois do tratamento hiperbárico irão ser acompanhados nos Cuidados Intensivos Médicos. O alerta para as intoxicações chegou aos Bombeiros de Lourosa cerca 22h43.
"As vítimas mortais terão inalado gases libertados por um gerador que estava a trabalhar na cave da habitação desde a passada quinta feira, quando faltou a luz", contou o comandante da corporação, José Oliveira.
Por sua vez, o segundo comandante, José Carlos Pinto, disse que o gerador funcionava a gasolina, libertando monóxido de carbono que, por ter baixa densidade, se foi acumulando nos pisos superiores, onde se encontravam as vítimas.
Não houve qualquer explosão, precisou esta fonte.
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BREVES
O procurador geral da República (PGR) vai fazer, hoje, uma exposição ao Conselho Superior do Ministério Público (CSMP) sobre as decisões proferidas no caso das escutas envolvendo José Sócrates, podendo da reunião sair um comunicado. Fonte do CSMP - órgão presidido pelo PGR - adiantou à Lusa que Pinto Monteiro convocou uma reunião extraordinária do CSMP para hoje, tendo como único ponto de agenda "exposição do PGR sobre temas jurídicos atuais". A fonte ontem contactada sublinhou que o CSMP "não tem competência para averiguar matéria de facto concreta", mas sim em matéria disciplinar, classificativa e de nomeação de magistrados, pelo que a intenção do PGR será basicamente a de prestar esclarecimentos sobre um assunto que tem gerado controvérsia.
O alerta para abusos sobre crianças e jovens “está a falhar muito” em Portugal, afirmou à Lusa a médica legista Teresa Magalhães, defendendo que educadores, médicos e polícias têm que estar mais articulados. Apesar do alerta social que provocam, os abusos, especialmente os sexuais, são “muito complexos” e, embora os profissionais que lidam com crianças até possam ser “capazes de os identificar, não sabem o que fazer ou inibem-se, podem achar que sinalizar um abuso é fazer ‘queixinhas’”, referiu Teresa Magalhães. “Abuso de crianças e jovens - da suspeita ao diagnóstico”, um livro coordenado pela médica legista, está desde ontem nas livrarias e vai ser lançado num congresso sobre o tema no dia 27 de março, no Porto, pretendendo “desmistificar” os receios e dúvidas e destacar a importância de sinalizar e denunciar os abusos.
A Polícia Judiciária anunciou hoje a detenção de um homem de 31 anos por abuso sexual de uma sobrinha de 11 anos, crime que vinha sucedendo desde 2007. Segundo informou uma fonte da PJ à agência Lusa, a detenção, efetuada através da Diretoria de Lisboa e Vale do Tejo, ocorreu "durante o fim de semana". O tio, "atualmente desempregado", vinha abusando da sobrinha de há três anos para cá, e vai agora ser presente a primeiro interrogatório judicial para aplicação das respetivas medidas de coação.
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