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Domingo, 1 de Agosto de 2010
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Jornal da Madeira / Desporto / 2009-09-01
Baixas no plantel condicionam e por isso o treinador diz que o balanço é positivo
Divisão de pontos satisfaz Machado
Ao quinto jogo disputado ao cabo de apenas 15 dias, o Nacional deixou-se empatar a um golo perante o Olhanense, um resultado que tendo em conta o grande número de baixas no seio do plantel da equipa madeirense acaba, ainda assim, por deixar satisfeito o treinador. Por outro lado, Machado lembrou que o jogo poderia ter ficado resolvido antes do intervalo se Rúben Micael e João Aurélio tivessem conseguido converter duas das três oportunidades criadas.
Manuel Machado, treinador do Nacional acabou por considerar o empate a um golo como o mais justo, tendo em conta aos acontecimentos. Para o treinador o “empate aceita-se, tendo em conta diversos factores, nomeadamente “Termos feito o 5º jogo num espaço de 15 dias”, ainda para mais com um número reduzido de jogadores “tenho apenas contado com a disponibilidade de 15 a 16 jogadores”. Mais detalhadamente Manuel Machado, por outro lado explicou que apesar da sua equipa ter sentido algumas dificuldades nos primeiros 20' de jogo “a verdade é que ainda antes do intervalo podíamos muito bem ter resolvido o jogo”, pois ainda segundo a explicação do treinador João Aurélio por duas vezes e Rúben Micael numa outra vez podia ter marcador. “Bastava que duas dessas três situação fossem transformadas em golo e teríamos o jogo resolvido ainda antes do intervalo”.
De resto, o técnico “alvinegro” fez questão de esclarecer também que a equipa sentiu algum desgaste. “Na parte final, o desgaste acabou por se manifestar de forma mais evidente. É verdade que chegámos à vantagem e num momento de bola parada, por uma falha de marcação o Olhanense acabou por chegar ao golo”, por isso, considera ainda o treinador, “o jogo acabou com a divisão de pontos”, afirmou.
Questionado se espera contar com a disponibilidade de todos os atletas já na próxima partida, o treinador não foi explícito na sua resposta. “Estamos a passar por um momento de dificuldade. Dos 4 homens mais avançados que conto no plantel, estão todos indisponíveis pelas mais variadas razões, tanto que assim é, que hoje (ontem), tive que colocar um número 10 a fazer de ponta de lança”, disse para pouco depois acrescentar que apesar de tudo “o balanço é positivo e por isso mesmo estou satisfeito com o desempenho dos meus jogadores”, disse a concluir o treinador da equipa madeirense na sua análise.

“Os dois pontos que mais me custaram perder”

Jorge Costa, treinador do Olhanense, no final da partida, durante a habitual conferência de imprensa, foi muito pragmático na leitura que fez ao empate da sua equipa ante os madeirenses. O treinador começou mesmo por dizer que, apesar da sua curta carreira enquanto treinador “estes foram os dois pontos que mais me custaram perder”, começou por dizer. De resto, o técnico acrescentaria mesmo que “durante os primeiros 20 minutos de jogo, foram da minha equipa as melhores oportunidades de golo”. Com o andar do jogo, “Nacional acabou por equilibrar a partida e passou a controlar o jogo”, mas ainda assim, “gostava de levar mais do que um ponto”. Apesar de tudo, o técnico ainda fez questão de falar sobre três lances os quais poderiam ter tido outro desfecho. “Falaram-me em dois lances na área do Nacional. Depois o golo do nosso adversário é percedido de falta” e por isso considea o treinador “o resultado é muito curto para aquilo que fizemos”, disse a terminar.


João Aurélio preferia vencer

João Aurélio voltou a ser um dos esteios da equipa do Nacional. O futebolista, para além de ter estado nos principais lances da equipa acabou por marcar mais um golo, mas o internacional português preferia ter ganho. “É verdade que marquei mais um golo, mas o mais importante era vencer e conquistar os três pontos e isso não aconteceu”, situação atribuída a pelo futebolista sobretudo devido a “algum cansaço e a alguns momentos de desconcentração”, esclarecer o jogador.


BREVES

Televisões. O braço de ferro entre as diversas televisões e a direcção presidida por Rui Alves continua. Ontem, só o canal desportivo teve direito às imagens e nem a SIC, nem a TVI estiveram na Choupana. À RTP Madeira foi-lhes concedido apenas os três minutos permitidos, período ao qual foram aconselhados a desligar as câmaras e por isso abandonaram o estádio quando ainda não estavam decorridos 5 minutos de jogo

“Alvinegros”. O habitual jantar mensal dos adeptos do Nacional realiza-se esta noite pelas 20:00 num restaurante da Camacha. Em cima da mesa e par além do repasto, estarão certamente assuntos que vão desde a passagem à fase de grupos da Liga Europa ao empate de ontem à noite frente a Olhanense a um golo.


de 0 a 10

Leandro Salino (7) – Há quem já o considere o “Makelele” da Choupana. O franzino brasileiro está em todo o lado e nunca vira a cara à luta. Salino acabou por ser mesmo o esteio da equipa, tal o empenho que colocou em todos os lances em que interveio.

Bracali (5) – Não teve uma noite de muito trabalho. Sempre que foi chamado a intervir resolveu sem grandes problemas. No golo do Olhanense, pouco podia fazer, por isso, a nota só pode ser positiva.

Patacas (6) – Foi o “capitão” de sempre. Nunca virou a “cara à luta”, incentivando os seus companheiros e “arrumando a casa” quando necessário. Esteve também sempre muito bem nas subias pelo seu flanco, mas ainda melhor a defender.

Felipe Lopes (7) – Grande exibição do central brasileiro do Nacional. O jovem defesa voltou a mostrar todas as sua qualidades e ontem despachou tudo o que havia para despachar na sua área de acção.

Halliche (6) – Começou como central, subiu para o meio campo e retornou à posição inicial. Ainda assim, quando actuou na posição de médio, esteve no seu melhor plano. Cortou, distribuíu e ainda teve tempo para ir lá à frente mas Rúben Micael não conseguiu o golo...

Wellington (4) – Comete aqui e ali algumas ingenuidades que não se podem admitir num jogador de 1º Liga. É verdade que é bom de bola quando ataca, mas a defender as coisas ainda não lhe bem.

Luís Alberto (4) – Esteve apenas 28 minutos em campo e acabou por sair devido a lesão. Enquanto isso mostrou a acutilância de sempre.

Rúben Micael (6) – Mais uma grande exibição do médio madeirense. Teve o golo nos pés ao minuto 31 mas não conseguiu dar a melhor sequência ao passe perfeito de Halliche. Acabou esgotado.

Amuneke (6) – Quando utiliza a velocidade com a bola controlado é um verdadeiro perigo. Teve um grande remate que podia ter levado melhor direcção. Foi um verdadeiro quebra-cabeças para os contrários.

João Aurélio (7) – O avançado português voltou a mostrar porque tem sido aposta regular de Manuel Machado. Ontem para além de ter feito o único golo da sua equipa voltou também a estar presente nos melhores lances de ataque da sua equipa. É certo que que perdeu algum fulgor nos minutos finais da partida mas enquanto pôde deu sempre o seu melhor

Pecnick (6) – Voltou a jogar numa posição que não é a sua, enquanto homem mais adiantado dos “alvinegros”. Mostrou raça e muito crer pela posse de bola.

Tomasevic (5) – Ainda está em fase de aprendizagem mas é já um valor seguro desta equipa. Teve um ou outro falhanço mas é um jogador com quem Manuel Machado já conta.

Nuno Pinto (6) – A sua entrada deu uma maior acutilância ao lado esquerdo da sua equipa. Defendeu sempre muito bem e ainda teve tempo para subir pelo seu corredor. Nuno Pinto está mesmo no lance do único golo do Nacional.

Abdou (5) - Acabou por não ser a substituição que se pedia. Ainda assim, mostrou algumas potencialidades.


 

 

 

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