A O Nacional apresentou-se em Olhão com um esquema táctico arrojado, com dois homens na frente muito em cima dos “centrais” adversários. E trouxe alguns frutos essa estratégia, prendendo os movimentos e veleidades que a equipa da casa normalmente tem. Mas não conseguiu aniquilar a sua matriz ofensiva. A primeira jogada de perigo pertenceu ao Nacional, ainda não estava completo o primeiro minuto. Aos oito, a equipa madeirense viu mesmo um golo ser-lhe anulado por pretenso fora-de-jogo. O Olhanense respondeu à supremacia inicial dos visitantes através de um cabeceamento perigoso de Carlos Fernandes. O jogo estava vivo, com ambas as equipas a terem oportunidades de facturar, mas os últimos passe ou remate estavam desafinados em ambos os lados, pelo que o nulo no marcador se foi mantendo. Ao minuto 24, o estreante Pedro Oldoni teve a melhor oportunidade de golo na primeira parte para o Nacional, com um cabeceamento que saiu muito perto da baliza de Ventura, após cruzamento de Nuno Pinto. Respondeu o Olhanense, com Castro e Djalmir a poderem fazer o golo inaugural, mas sem sucesso.
Na segunda parte, a toada manteve-se viva, com ambos os conjuntos a procurarem o golo, mas sempre de uma forma algo precipitada. Ao minuto 64, Rui Duarte lança Yazalde que ia para golo, mas Felipe Lopes travou-o em falta, tendo sido expulso. A partir daqui, o Olhanense teve mais bola, mais iniciativa, mas nem por isso criou mais situações para marcar. O Nacional fechou-se mais no seu meio-campo, mas sempre à espreita do contra-ataque, que surgiu várias vezes e com perigo, como aos 78 minutos, com Anselmo a entrar na área e a rematar com perigo, mas sem força, tendo a jogada terminado com uma recarga perigosa de Pecnik. O jogo corria o risco de ficar partido e vendo isso, a experiente equipa nacionalista pautou o ritmo e procurou chegar até final pelo menos com um ponto. E tudo levava a crer que isso fosse acontecer, mas Toy não concordou e mesmo em cima do minuto 90, após cruzamento da direita de Rui Duarte, cabeceou para o fundo das malhas de Bracali, com Tomasevic a ficar batido na marcação ao jogador do Olhanense. Voaram os três pontos e continua o Nacional no pior ciclo da época, somando já quatro derrotas consecutivas e perdendo terreno para os principais concorrentes por um lugar nas competições europeias. |
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