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ALBERTO JOÃO JARDIM
Para onde vais, Portugal?!...
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Falta coragem para uma reforma da Segurança Social que garanta o futuro das pessoas, quando é cada vez maior o número de pensionistas. A despesa social vem crescendo três vezes mais do que a Economia! E é um absurdo fazer política social com dinheiro que o Estado pede de empréstimo. |
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Terminadas as eleições, é tempo de pensar sobre o que deve agora ser feito.
Temos um Portugal sem norte, sem a capacidade e a elasticidade para se adaptar à globalização e internacionalização da Economia, até agora quase sem chefias clarividentes porque muitas apenas de “políticos profissionais” e que levam as Instituições a funcionar como estão.
Temos um Portugal que gasta mais do que produz, que tende para a estagnação, que vai ficando mais pobre em relação à Europa onde se integra.
Além de produzir menos, Portugal não tem competitividade para vender os seus produtos.
No Emprego, se a espiral de salários prosseguir, a consequência fatal será a do aumento de desempregados.
Fazer “formação profissional” de seis meses, quando para a mesma são necessários três anos, obviamente que os Empresários não admitirão pessoal assim.
Fazer licenciaturas de três anos, onde cinco até podem ser poucos, é criar desempregados e frustrações.
Ou o Estado cria condições para atrair investimento interno e externo, ou é fatal que o investidor escolha livremente outros países para onde ir.
Não se atrai investimento dando “borlas” que, uma vez gozadas até o tutano, depois as empresas fecham e vão embora.
Falta coragem para uma reforma da Segurança Social que garanta o futuro das pessoas, quando é cada vez maior o número de pensionistas. A despesa social vem crescendo três vezes mais do que a Economia! E é um absurdo fazer política social com dinheiro que o Estado pede de empréstimo.
A máquina do Estado português “come” quase oitenta por cento das receitas, num sistema fiscal inadequado, mas que neste momento não pode, sequer, prescindir do dinheiro que arrecada.
A verdade nua e crua, é que se os Portugueses querem viver em Democracia, terão de recuperar a Economia, produzindo e trabalhando mais, e reduzindo-se a despesa do Estado.
A verdade nua e crua, é que não pode haver Democracia sem sustentabilidade económica. Portugal não terá crédito externo, neste momento “de pão para a boca”, se não oferecer um Governo que dê garantias de estabilidade político-social, assente em formações democráticas e nunca comunistas (“bloco” ou PCP).
Os “políticos profissionais” recusam o imperativo patriótico de rever a Constituição e refundar a República.
Levam, assim, Portugal para o fundo. Pelo egoísmo e falta de “sentido de Estado” de não quererem “perder a face”, ao reconhecerem que o Sistema Político, “deles” situacionistas e que defenderam erradamente uma vida inteira, afinal falhou.
O “ego” deles, situacionistas, sobrepõe-se ao Interesse Nacional.
A Educação é uma vergonha.
As Escolas, mero depósito de gente. Inclusivamente dos que não querem estudar. Sem exigência no Conhecimento, nos Valores do Trabalho e da Disciplina Democrática, sem Cultura, ignorando a Língua, a História e a Filosofia portuguesas. Sem exigência na aprendizagem profunda da Matemática, da Física, da Química e da Biologia, língua inglesa pela rama, francês nulo e sem estar preparada para ensinar línguas futuramente imprescindíveis, como árabe, russo e chinês.
É uma “educação”-armazenista que nem sequer cria alternativas profissionais onde estas são tecnicamente necessárias. É a demagogia de tudo ser “doutor”... mesmo que fique desempregado!
E dizer isto, não é ser contra um Serviço Nacional de Educação. Este tem de ser diferente, mas para muito melhor, a par da existência de condições para um Ensino Privado, com liberdade de opção pelas Famílias.
Como tem de ser revisto, para melhor, o Serviço Nacional de Saúde, com o qual e em complementariedade terão de funcionar Sistemas Privados.
Outro escândalo nacional é a Justiça. Lenta, burocrática, mais positivista do que Justa, absolutamente permeável à politização. Um dos grandes óbices à atractibilidade e à competitividade da Economia portuguesa.
A comunicação “social”, sem pluralismo político efectivo, arma de arremesso económico, cultural e político, sem prática efectiva de Informação completa e objectiva, instrumento de massificação e de estupidificação dos Portugueses.
Um País sem a Segurança necessária, onde os próprios Agentes de Segurança são desrespeitados e não têm meios, nem motivações.
Este é o Portugal com que os resultados eleitorais se deparam.
Por culpa de todos os Portugueses que, por dogmatismo, ignorância, teimosia ou despeito, deixaram chegar a “isto”.
Para onde vais, Portugal?!...
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Artigo de Opinião de : Alberto João Jardim
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